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RÁDIO CHULÉ É O PRIMEIRO ESPETÁCULO INFANTIL DO SUL DO PAÍS COM AUDIODESCRIÇÃO
O dia 27 de agosto será marcado por uma atividade de inclusão cultural inédita em Porto Alegre: pela primeira vez, um espetáculo infantil gaúcho apresenta uma versão especial comaudiodescrição.
A audiodescrição é um recurso que possibilita que pessoas com deficiência visual compreendam as informações contidas em imagens. Os audiodescritores desenvolvem um roteiro paralelo que descreve aquilo que só pode ser compreendido visualmente. A narração intercala essas informações com os diálogos, preservando tudo o que o espectador pode compreender através do som original da obra.
RÁDIO CHULÉ é um espetáculo cênico e musical. Em atuações cheias de humor, o loucutor-malucantor Bartolomeu de Bormiches (César Benites) e a reportrapalhada cantriz Vanderlúcia Sadonina (Letícia Schwartz) contagiam crianças e adultos. As canções, especialmente compostas para o espetáculo, são repletas de poesia e tratam de temas recorrentes no universo infantil. Interpretadas de forma absolutamente interativa, criam imagens hilárias e estabelecem situações absurdas.
Nessa versão da Rádio Chulé, Bartolomeu e Vanderlúcia contarão com a participação especial de Audides Cristina (Márcia Caspary), que irá narrar para os espectadores com deficiência visual tudo o que acontece em cena.
A estreia da versão audiodescrita da Rádio Chulé integra a programação da 13ª Semana dos Direitos da Pessoa com Deficiência e conta com o apoio da da Vivo e da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social.
SERVIÇO:
Rádio Chulé com audiodescrição
dia 27 de agosto, às 15:30, no auditório da Escola de Gestão Pública da Secretaria Municipal da Administração de Porto Alegre (Edifício Intendente José Montaury, 14º andar)
ENTRADA FRANCA
RÁDIO CHULÉ:
Elenco: César Benites e Letícia Schwartz
composições e texto: Cesar Benites, Sérgio Fleck e Letícia Schwartz
roteiro de audiodescrição: Jorge Rein e Letícia Schwartz
locução da audiodescrição: Márcia Caspary, como Audides Cristina
BARTOLOMEU: No ar...
VANDERLÚCIA: ...a sua...
BARTOLOMEU: ...a nossa...
OS DOIS: RÁDIO CHULÉ!!
silêncio
AUDIDES CRISTINA: (tempo) Gente, eles pararam! Viraram estátuas! (incentivando o público a acompanhá-la em coro) Parou por quê?/Por que parou?
BARTOLOMEU: Parei porque não achei o chulé! Cadê o chulé?
VANDERLÚCIA: Ah, não. Sem chulé não dá!
BARTOLOMEU: (convida as crianças a tirarem os tênis ou levantarem os pés)
AUDIDES CRISTINA: Os pés de todos estão apontados para o teto! O Bartô e a Vanderlúcia tapam o nariz!
VANDERLÚCIA: (tapando o nariz) Agora sim o chulé está no ar!
(…)
VANDERLÚCIA: É isso aí, Bartô! O pessoal aqui tá doido pra ouvir os grandes sucessos da Rádio Chulé!
BARTOLOMEU: Abrindo a nossa programação musical de hoje, uma canção dedicada aos estudiosos alunos aqui presentes!
AUDIDES CRISTINA: (já com o fundo musical da introdução de “Primeiro a Lição”) Neste estrondoso sucesso da Rádio Chulé, Bartô toca o violão e Vanderlúcia toca o sapatôfono sanfônico: um sapato prateado de salto alto, com um funil no bico.
Música: PRIMEIRO A LIÇÃO
(…)
BARTOLOMEU: Rádio Chulé, prefixo I Q XX, 2 mega ratos de potência. Num patrocínio de Fedoré!
AUDIDES CRISTINA: Vanderlúcia segura um frasco com um líquido dentro.
Se você está triste, porque não tem chulé, agora já existe o spray Fedoré.
VANDERLÚCIA: Se você não tem chulé, não se preocupe! Nós temos a solução!
BARTOLOMEU: Não se sinta diferente!
VANDERLÚCIA: Pra você, o primeiro spray para ter chulé!
AUDIDES CRISTINA: Ela aponta o spray de Fedoré para o Bartô! Prendam a respiração!
OS DOIS: FEDORÉ (aciona o spray) Uaclau! Bah!
BARTOLOMEU: Um fedor nojento que não vai sair do seu pé nem se você tomar banho!
VANDERLÚCIA: Fedoré!

Em 2007, o Instituto Vivo realizou sessão inclusiva desse mesmo filme no Festival de Cinema de Gramado, com audiodescrição ao vivo, contando com o recurso de uma cabine e fones de ouvido (mesmo equipamento de tradução simultânea).
Quando pensamos em participar da 13° Semana Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Livia Motta nos sugeriu retomar a parceria com a Casa de Cinema de POA, e revisar o roteiro elaborado por ela em 2007. Surgiu também a idéia de gravarmos a AD para mixar ao som original do filme! Para isso contamos com o apoio do Habanero Áudio.
Pessoalmente prefiro AD gravada quando se trata de cinema. A AD gravada permite maior precisão no encaixe da locução entre as falas dos personagens, e, na minha opinião, proporciona uma maior qualidade na voz do locutor. O locutor gravando em estúdio pode experimentar com calma o melhor tom para cada filme, tem a facilidade de poder corrigir, e regravar uma frase, quando por ventura ocorrem erros durante a descrição! Assim o nosso público não sai prejudicado por eventualidades às quais uma locução ao vivo sempre está sujeita..
Claro que a locução gravada não faz o menor sentido em espetáculos teatrais, ou shows de música, por exemplo, pois por serem ao vivo estão eles mesmos sujeitos a modificações, interações com o público,etc. e não poderiam de forma alguma ter uma AD fixa, engessada em uma gravação – precisam de AD ao vivo para que a descrição possa acompanhar tudo o que vai acontecendo ao longo do espetáculo.
Bom..voltando ao Saneamento...Cesar Fraga, Cristina Gonçalves, Mimi (Maria Emilia) Aragón Borne e eu revisamos o roteiro, fizemos algumas alterações, e depois passamos para a nossa professora Livia para uma última revisão.
Foram diversos e-mails e telefonemas trocados com a Casa de Cinema, algumas idas e vindas com HDs e DVDs para obter o filme em formato compatível com o programa de gravação e mixagem do estúdio...e finalmente iniciamos as gravações!!!