domingo, junho 22, 2008

NO AR: "Vai pra Onde?" - Multishow Brasil

Na última sexta-feira foi ao ar o programa


"Vai pra onde?"


que gravei aqui em Milão!!





Ainda estao rolando varias reprises durante a programaçao do Canal Multishow Brasil!



Além de aparecer mostrando os lugares que frequento por aqui, participei da produçao do programa rodado aqui Milao!!



Foi muito legal! Confiram!



http://globosat.globo.com/multishow



sexta-feira, maio 23, 2008

Na frente das cameras...

Making off da minha participaçao na frente das cameras do "Vai pra Onde? Milano"...

Gravaçao no Castelo Sforzesco
Fotos de Max Poglia

Video making off..

VAI PRA ONDE?? Milano, Italia.

Entre os dias 19 e 21 de maio participei da produçao do programa do Multishow "Vai pra Onde?", apresentado pelo Bruno de Luca!
Gravaçao na Tratoria Toscana


Gravaçao no Birrificio Lambrate

Gravaçao na Atomic Bar

Gravaçao na Gelateria Chocolat - com Susana Werner

* Fotos da participaçao atras das cameras - Produçao*

quinta-feira, maio 15, 2008

O EVENTO!

A minha turma do MEC FESTIVAL

Master in Progettazione di Festival

ed Eventi di Spettacolo:

teatro, danza, musica e cinema,

da Università Cattolica del Sacro Cuore - Milano,

apresentou


Senza Polvere Senza Peso
espetáculo de e com

Mariangela Gualtieri


O evento foi realizado no Giardino di Santa Caterina

que fica na sede principal da universidade, no centro de Milano.

Essa é a minha turma do Master, junto com Mariangela Gualtieri, e com o Diretor do Master, Prof. Paolo Dalla Sega e o Coordenador Didatico, Prof. Luca Monti.

As fotos dessa postagem são de Patrick Fontes.

quarta-feira, maio 14, 2008

Making off Senza Polvere Senza Peso...

Entrada da Sede Principal da Università Cattolica del Sacro Cuore

* * *

Galera da "acoglienza": Eleonora, Elisabetha, Ale, Anna, Laura, eu e Luca Monti

* * *
Parte da Equipe Administrativa do evento: Maria, Gloria e eu!


As fotos dessa postagem são de Eduardo Simioni

Making off ...

O publico entrando no Giardino di Santa Caterina...


As fotos dessa postagem são de Eduardo Simioni

Making off ...

A preparaçao do Giardino para o nosso evento...

As fotos dessa postagem são de Eduardo Simioni

segunda-feira, maio 12, 2008

Senza Polvere Senza Peso - Milano, Italia

Master Mec - Festival
ALMED - Università Cattolica

presenta



Senza Polvere

Senza Peso

di e con
Mariangela Gualtieri


13 maggio 2008 ore 21:00
Giardino di Santa Caterina d’Alessandria
Università Cattolica del Sacro Cuore di Milano



Gli studenti del Master Mec – Festival dell’Università Cattolica di Milano presentano il reading teatrale di Mariangela Gualtieri. Lo spettacolo, Senza polvere senza peso, trae spunto dall’omonimo libro pubblicato da Einaudi.
Poesia "di terra" che si interroga sul senso della vita, sugli affetti e le relazioni, sul rapporto tra immanenza e trascendenza, mostrando un approccio spensierato verso la vita, distaccandosi dalla sua precedente poetica.

La poesia vuole essere detta, vuole respiro, saliva, corpo e voce. Vuole uscire dalla polvere della pagina scritta, dalla letterarietà, dalla camera chiusa del pensiero. La poesia vuole diventare musica. E' culto festivo: se si è in tanti ad ascoltarla allora diventa la festa di tanti, una festa del dire e dell'udire. (M.G.)

All’interno della suggestiva cornice del Giardino di Santa Caterina, straordinariamente aperto al pubblico per questa occasione, lo spettacolo diventa il momento necessario per ristabilire un contatto intimo e profondo con la particolarità del luogo e la forza attrattiva della poesia.
Lo slancio della voce del poeta e la sonorità delle parole acquisiscono compattezza e unicità di stile anche in relazione alle musiche, alcune appositamente composte da Dario Giovannini.



Ingresso libero con prenotazione obbligatoria


Per Info e prenotazione:
Mec Festival Produzione
3335024903

Mariangela Gualtieri è nata a Cesena, in Romagna.
Si è laureata in architettura all’IUAV di Venezia. Nel 1983 ha fondato, insieme a Cesare Ronconi, il Teatro Valdoca, di cui è drammarturga.
Fra i testi pubblicati: Antenata (ed. Crocetti, Milano 1992), Fuoco Centrale (ed. Crocetti, Milano 1995) Sue Dimore (ed. Palazzo dell’Esposizioni di Roma, Roma 1996), Nei Leoni e nei Lupi (ed. I Quaderni del Battello Ebbro, Bologna 1996), Parsifal (ed. Teatro Valdoca, Cesena 2000), Chioma (ed. Teatro Valdoca, Cesena 2000), Fuoco Centrale e altre poesie per il teatro, (Giulio Einaudi ed. Torino 2003), Donna che non impara (Galleria Emilio Mazzoli, Modena 2003), Sermone ai cuccioli della mia specie (Arboreto ed. di Mondaino, 2006), Senza polvere senza peso (Giulio Einaudi ed. Torino 2006).
Per Luca Sossella editore è uscito nel febbraio 2008 il cofanetto contenente libro e film di Paesaggio con fratello rotto trilogia.


segunda-feira, outubro 29, 2007

Show !!!


Essas são as fotos do show de música judaica que fiz após o Cabalat Shabat da Sinagoga do Polishe Farband, no dia 26 de Outubro! Foi o primeiro Show realizado em POA, exatamente 10 dias após o meu retorno ao Brasil!

* * *

CONTATO PARA SHOWS

PELOS TELEFONES:

(051) 33317210 / 91097761

com Magali Hochberg

e-mail: magaeh@yahoo.com.br


Magali Hochberg é Bacharel em Artes Cênicas pela UFRGS. Iniciou seus estudos de Canto Lírico em 1996, e desde então vem cantando em diversos espetáculos, saraus, cerimônias e festividades. Entre as principais apresentações para a comunidade judaica estão as seguintes: Solenidade do 54º Aniversário da Independência do Estado de Israel; Jantar em Comemoração aos 40 anos da FIRGS; Encerramento da Semana da Culinária Judaica do Restaurante do Senac; II Encontro de Música Vocal Judaica. Em 1999, recebeu o Prêmio do Júri Popular no I Festival Latino-Americano da Canção Judaica Hazemer. Em 2005, participou do CD que acompanha o livro infantil "Gatos e Ratos", com composições de Caio Amon.

Rogério Procasky é músico profissional e se apresenta em diversos bares de Porto Alegre. Entrou em contato com a música judaica há 16 anos, e desde então vem cantando em diversos eventos. Possui um diferenciado repertório em hebraico e iídish. Em 1999, ficou em 2° lugar no I Festival Latino-Americano da Canção Judaica Hazemer.

quarta-feira, junho 13, 2007

RATOS - 2007, mini-DV, cor, 18 min, ficção

Em Setembro de 2006 atuei no curta RATOS, realizado pelos alunos do curso de cinema da FAMECOS - PUC!

RATOS
estara sendo exibido no Programa 3 da
Mostra Especial O CINEMA DA FAMECOS - II
no Cine Santander Cultural
Reunião de 18 curtas-metragens da segunda turma (2004/2-2006/2) do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual, Faculdade de Comunicação Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

12 jun 2007 - terça-feira 19h - Programa 1
13 jun 2007 - quarta-feira - 19h - Programa 2
14 jun 2007 - quinta-feira - 19h - Programa 3


RATOS
2007, mini-DV, cor, 18 min, ficção

Perseguida pelos ruídos noturnos de ratos no forro do seu apartamento, Marina é obrigada a modificar sua metódica rotina e acaba descobrindo mais sobre si mesma do que desejava.

Roteiro e Direção: Maitê Medeiros
Assistente de direção: Vinicius Cruxen.

Direção de produção: Daniela Mazzilli.
Fotografia: Rafael Jacques.
Direção de arte: Ana Albornoz.
Música: Leonardo Venzon.
Montagem: Luiza Faria.
Som direto, Edição de som, Mixagem: Fernando Basso.
Elenco: Vânia Tavares, Tadeu Liesenfeld, Magali Hochberg, Lolo Lorenza.
Produção: Laboratório de Realização 5 (2006/2).
Professores orientadores: Ivana Verle, Eduardo Wannmacher, Glênio Póvoas, Gustavo Spolidoro.


Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual TECCINE
Faculdade de Comunicação Social FAMECOS
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS


famecos@pucrs.br

www.pucrs.br/famecos/teccine

Santander Cultural
Rua Sete de Setembro, 1028 Subsolo
Porto Alegre RS 90010-191
Telefone: 51 3287.5718
ecine@santanderbanespa.com.br
http://www.santandercultural.com.br/

Eduardo Christofoli - Colateral Filmes

sábado, setembro 23, 2006

OVELHA NEGRA - uma experiência sonora




“Se você pensa que já viu tudo,
experimente fechar os olhos...”



OVELHA NEGRA - uma experiência sonora é uma usada proposta da Companhia Ameixa Fúcsia na qual o espectador é conduzido de olhos vendados para dentro de um insólito vilarejo durante 30 minutos.


A direção é da Companhia Ameixa Fúcsia em parceria com Luciane Panisson. O elenco trabalha com suavidade, precisão e criatividade, possibilitando ao público um mergulho no seu próprio universo imaginário, conduzido pelas sonoridades e produções sensoriais executadas ao vivo pelos atores.


O elenco é formado por Cícero Neves, Letícia Schwartz, Magali Hochberg, Patrícia Ragazzon e Patrícia Sacchet.



OVELHA NEGRA - uma experiência sonora

Dias 04, 11, 18 e 25 de Novembro (Sábados), às 19h

na Casa de Cultura Mário Quintana

Sala G4 - 4° Andar

Ingressos: R$ 5,00

sábado, junho 03, 2006

"Ovelha Negra" em nova temporada - ZH

Foto: Cláudio Fachel, divulgação/ZH

Jornal Zero Hora - Segundo Caderno - Teatro

"Ovelha Negra" em nova temporada

Ovelha Negra - A Versão do Rebanho volta a cartaz na Sala Carlos Carvalho, da Casa de Cultura Mario Quintana, de sexta a domingo, sempre às 19h. Para contar uma história baseada em textos de Italo Calvino, basicamente a crônica de um lugarejo onde os moradores costumam invadir a casa dos vizinhos e carregar o que vêem pela frente, o espetáculo propõe várias surpresas cênicas para o público. Surpresas que começam já na bilheteria: quem provar que é uma "ovelha negra" ganha 50% de desconto.

domingo, maio 28, 2006

OVELHA NEGRA na C.C.M.Q.

foto: Cláudio Facchel

OVELHA NEGRA
a versão do rebanho
Não fique contando carneirinhos e abandone já sua pele de cordeiro, assista OVELHA NEGRA - a versão do rebanho e venha alterar sua visão sobre as coisas, pois nem sempre elas são como parecem...

OVELHA NEGRA - a versão do rebanho, o mais recente espetáculo da Companhia Ameixa Fúcsia, está voltando para mais uma temporada. Trata-se de um trabalho rico em imagens e sonoridades, que leva o espectador a vivenciar uma experiência curiosa e questionar paradigmas estabelecidos pela nossa sociedade.

A direção é de Luciane Panisson e no elenco: Cícero Neves, Magali Hochberg, Letícia Schwartz, Patrícia Ragazzon e Patrícia Sacchet.

OVELHA NEGRA - a versão do rebanho
De 02 de Junho a 02 de Julho
Sala Carlos Carvalho
(Casa de Cultura Mário Quintana)
Sextas, Sábados e Domingos, às 19 horas
*Ingressos: R$ 10,00

*Descontos:
- 50% de desconto para Clube do Assinante ZH;
- 50% de desconto para idosos;
- 50% DE DESCONTO A TODOS AQUELES QUE TIVEREM UM BOM ARGUMENTO PARA SE CONSIDERAR “OVELHA NEGRA” !

quinta-feira, abril 06, 2006

"OVELHA NEGRA" na COPAL da Ilha dos Marinheiros

OVELHA NEGRA - a versão do rebanho

Nada como um dia atrás do outro com uma noite no meio

Foto: Gustavo Muller


OVELHA NEGRA - A VERSÃO DO REBANHO, o mais recente espetáculo da Cia. Ameixa Fúcsia, fez apresentação única na COPAL da Ilha dos Marinheiros no dia 12 de abril às 17 horas.

Na ocasião foram doados à população mais carente da Ilha os mais de 200 utensílios domésticos arrecadados durante a temporada do espetáculo, realizada na Usina do Gasômetro em Novembro e Dezembro do ano passado.

OVELHA NEGRA - A VERSÃO DO REBANHO conta com o financiamento do FUMPROARTE, e já tem nova temporada agendada em Porto Alegre - de 02 de Junho a 02 de Julho, sextas, sábados e domingos, às 19h, na Sala Carlos Carvalho, da C.C.M.Q.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Espetáculo de Educação para o Trânsito

Iustração: Julio Cesar Moreira de Almeida

ASSET – EPTC – PMPA


apresentam


“COM LICENÇA, PRECISO PASSAR!”


A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), por meio da Assessoria de Educação para o Trânsito (ASSET), vem desenvolvendo atividades pedagógicas com o objetivo de estimular a reflexão sobre a necessidade de mudanças de atitude e comportamento no trânsito.

O Grupo Trilhas e Percalços, da ASSET, dentro desta proposta, traz à cena "Com licença, preciso passar!" - um espetáculo infantil divertido e bem humorado, que tem por objetivo conscientizar as crianças sobre a importância da organização e da segurança no trânsito. Trata-se de uma forma lúdica de aprender a conviver, com respeito e tranqüilidade, nas ruas de nossa cidade, tomando como exemplo a atitude dos bichinhos da floresta.

SINOPSE

A Praça, no centro da floresta, é um local muito movimentado. O Mola, o Tromba, a D. Quitéria Vagarosa e os outros animais lá se encontram, brincam e trabalham. Somente Leo percebe que a praça está na maior bagunça, e tenta incansavelmente organizar o movimento e o uso do espaço. Numa tentativa desesperada, sinaliza a praça de forma arbitrária - todo e qualquer movimento fica proibido naquele espaço. Como reverter esta situação de forma que ninguém saia prejudicado e que todos aprendam a compartilhar amigavelmente a praça?


FICHA TÉCNICA

TEXTO:

Criação Coletiva sobre argumento de Iaraci de Souza Silva / Dramaturgia: Magali Hochberg

DIREÇÃO:

Magali Hochberg

ELENCO:

Iaraci de Souza Silva, José Nilson Padilha Bueno e Rafael da Rosa

CENÁRIO, ACESSÓRIOS CÊNICOS E ADEREÇOS:

Maíra Coelho e Patrícia Preiss

FIGURINOS:

Magali Hochberg (criação) e Margarida Rache (confecção)

MÚSICA:

Roberto Kopp e Caio Amon

ILUSTRAÇÃO:

Julio Cesar Moreira de Almeida

REALIZAÇÃO:

ASSET – EPTC – PMPA


A estréia do espetáculo (para funcionários da EPTC e suas famílias) ocorreu no dia 22 de Dezembro de 2005, na ASSETRAN.


A partir de Maio de 2006, a ASSET estará agendando apresentações em escolas e pré-escolas que tenham interesse em desenvolver um projeto de educação para o trânsito.

Entre em contato com a ASSET pelo telefone: 32894427

Foto: Gustavo Muller, divulgação/ZH
Roger Lerina
CONTRACAPA - 2º CADERNO da ZH

Olha só que bacana: o espetáculo Ovelha negra - A versão do rebanho (em cartaz até o dia 18, de sextas a domingos, na sala 309 da Usina do Gasômetro) pede um utensílio doméstico em bom estado em vez de cobrar ingresso ou exigir a doação de alimentos. A Cia. Ameixa Fúcsia já arrecadou mais de uma centena de objetos com esse ingresso singular - tem ferro de passar roupa, colher de pau, talheres, canecas, peneiras, funil, conchas, potes de plástico, martelo de carne, jarra, xícaras, escorredores de louça e de massa, térmica, panelas, espremedor de laranjas, tábua de carne, coadores... Essa traquitana toda será doada em março para os moradores da Ilha Grande dos Marinheiros, depois de uma apresentação da peça. Segundo a produtora do espetáculo, a atriz Letícia Schwartz, são pedidos utensílios na entrada por causa da relação com a temática da montagem do texto de Jorge Rein sobre improvisações livremente inspiradas em conto de Italo Calvino: habitantes de um vilarejo que entram na casa dos outros e se apropriam dos bens alheios.

sábado, dezembro 03, 2005

Ovelha Negra - crítica de Antônio Hohlfeldt

Antônio Hohlfeldt - cultura@jornaldocomercio.com.br

02/12/2005

Um espetáculo estranho


Estranho, curioso: dark. Não encontro outro adjetivo para caracterizar Ovelha negra: A versão do rebanho, criação coletiva do grupo Ameixa Fúcsia, com dramaturgia de Jorge Rein e direção de Luciane Panisson.Num primeiro momento, é quase um ritual. O espectador é convidado a colocar uma venda nos olhos e conduzido para dentro do espaço cênico onde ouve falas cochichadas ao ouvido e depois textos que se entrecruzam. Então, é um ritual, mesmo, que está acontecendo em cena, quando somos todos convidados a retirar a venda. O que visualizamos é uma prédica religiosa que envolve uma pregadora e alguns devotos.
O espaço cênico de Álvaro Vilaverde é totalmente "dark": objetos espalhados por todo o espaço, pedaços de pano, sobras do que parece uma guerra. É um espaço marginal, sem dúvida. E ali (sub)sobrevivem seres humanos marginais. Felizmente, a dramaturgia escapa de simpatias simplórias: as pessoas resolvem a seu modo os seus problemas, mas respeitam uma espécie fundamental de mandamento: a cada dia, após o encontro religioso, vão umas às casas das outras, onde buscam objetos e coisas propositadamente deixados para serem apanhados. Uma espécie de socialização que, um belo dia, é quebrada com a chegada de um estranho, por isso mesmo denominado de Ovelha Negra.
Que é uma fábula, não tenho dúvidas. Que se trata de defender a concepção socialista e comunitária de vida, também não. Que para isso tudo idealizou-se um espetáculo denso, difícil de ser realizado e interpretado, igualmente fica evidente. Aliás, o elenco jovem, composto por Cícero Neves, Letícia Schwartz, Magali Hochberg, Patrícia Ragazzon e Patrícia Sacchet, faz das tripas coração para cumprir com todas as exigências, o que não é de modo algum fácil. Neste sentido, sem ter nenhum grande intérprete, até porque o elenco é muito jovem para o desafio que lhe é colocado, o conjunto é harmonioso e respeitável, por todo o esforço que realiza com convicção.
O resultado de todo o trabalho é, como disse desde o início, um espetáculo denso, tenso, estranho e dark. É dark na maneira como apresenta o tema, é escuro no modo como a cena se desenvolve. É pesado pelas alternativas buscadas e pelo propositado rebuscamento, aliás, muito identificado com a dramaturgia de Rein, que gosta de textos ambíguos, pequenas piadas rápidas, personagens e tipos incomuns. O que se pode dizer é que durante quase hora e meia é difícil desviar a atenção da cena, mesmo com as cadeiras pouco confortáveis, com o calor e com a complexidade do trabalho. Às vezes cansa, a gente se distrai: mas em seguida acontece algo novo em cena e lá estamos nós, de novo, a prestar-lhe atenção. Se esses foram os objetivos do grupo, pode-se garantir que foram atingidos.
Distantemente inspirados em Ítalo Calvino, como explica a diretora, fica a provocação e a sugestão. Conheça esse espetáculo: na pior das hipóteses, você não passará incólume por ele.

quinta-feira, novembro 24, 2005

"OVELHA NEGRA" - no site da APLAUSO

Foto: Cláudio Facchel
Italo Calvino em experiência sensorial


Duas estranhezas permeiam o espetáculo Ovelha Negra – A Versão do Rebanho, montagem do grupo Ameixa Fúcsia que traz para o palco a adaptação de um conto do italiano Italo Calvino. A primeira delas é a forma de ingresso: um utensílio doméstico, que pode ser desde uma bacia até uma caixa de fósforos. A segunda, mais radical: nos primeiros dez minutos, a platéia “assiste” ao espetáculo de olhos totalmente vendados. Nesse tempo, é apresentada a uma experiência sensorial sobre o cenário em que se desenvolverá a trama. Só depois inicia a história de um vilarejo onde os habitantes trocam, a cada noite, seus utensílios domésticos num ritual mágico e harmônico típico de Calvino.

Então está explicado o ingresso: os utensílios são parte da dramaturgia, criada coletivamente pelo grupo e redigida pelo uruguaio Jorge Rein. Mas e as vendas nos olhos? “A proposta surgiu de uma brincadeira”, conta a produtora Letícia Schwartz. Nas leituras do texto, um grupo de amigos que assistia aos ensaios acabou tapando os olhos para radicalizar as pesquisas sonoras que sempre caracterizaram o Ameixa Fúcsia. “O pessoal gostou e decidimos levar esse formato para o palco”, continua. Segundo ela, a experiência permite que cada espectador crie sua própria cidade imaginária a partir dos sons e dos diálogos, para depois ser confrontado com o cenário real da montagem.

No primeiro fim de semana em cartaz, não houve sustos na platéia. “Não há nenhum contato físico de atores com o público”, tranqüiliza Letícia. Depois desse início sensorial, a peça segue seu curso mostrando a quebra no equilíbrio da tal comunidade com a chegada de um forasteiro que não está habituado ao ritual da troca de objetos. O espetáculo, que segue em cartaz na sala 309 da Usina do Gasômetro (av. João Goulart, 551), em Porto Alegre, até 19 de dezembro, tem direção de Luciane Panisson. As sessões ocorrem de sextas a domingos, sempre às 20h. Em tempo: os utensílios arrecadados como ingresso serão doados aos moradores da ilha da Pintada.

Texto publicado no site da revista APLAUSO - sessão NOTAS - confira no link abaixo:
http://www.aplauso.com.br/site/portal/detalhe_notas.asp?campo=454&secao_id=17

quarta-feira, novembro 09, 2005

"OVELHA NEGRA - a versão do rebanho"

Fotografia: Cláudio Fachel.

COMPANHIA AMEIXA FÚCSIA
apresenta

"OVELHA NEGRA
a versão do rebanho"

Em certo vilarejo, todos têm por hábito entrar à noite na casa de outro e pegar seus pertences. Voltam de madrugada, carregados, e encontram a própria casa vazia. Essa situação se repete noite após noite e envolve todos os habitantes. Dessa forma vivem em paz, sem prejuízo e sem diferenças sociais, até que a chegada de um forasteiro, alheio às práticas do lugar, vem perturbar essa tranqüila organização.

Através dessa parábola, propõe-se a discussão de princípios morais e éticos sobre os quais nossa sociedade está calcada, tais como os conceitos de coletividade, honestidade e a priorização dos bens materiais.

OVELHA NEGRA, projeto financiado pelo FUMPROARTE da SMC - PMPA, tem texto de JORGE REIN e direção de LUCIANE PANISSON. No elenco estão CÍCERO NEVES, LETÍCIA SCHWARTZ, MAGALI HOCHBERG, PATRÍCIA RAGAZZON e PATRÍCIA SACCHET.

QUANDO? De 18/Novembro a 18/Dezembro
Sextas, Sábados e Domingos, sempre às 20h

ONDE? Na sala 309 da Usina do Gasômetro

INGRESSO: 1 utensílio doméstico em bom estado